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Estudo
Empresas com salários baixos lideram falências
As empresas portuguesas com um maior número de trabalhadores a receberem o salário mínimo apresentam maiores probabilidades de virem a encerrar, segundo uma análise elaborada por dois economistas nacionais.

Publicado por: Liliana Marujo Data: 19 de Março de 2010
Visualizações: 2541 Comentários: 0

Por Hugo Silva

O estudo «Wages and the risk of displacement», de Pedro Portugal e Anabela Carneiro, concluiu que as empresas que pagam remunerações mais baixas têm mais dificuldades em se ajustarem a uma conjuntura económica desfavorável, em que se verifique, por exemplo, uma quebra na procura.

A explicação assenta no facto de as empresas que recompensam os seus funcionários com salários acima da média poderem renegociar os contratos e efectuar reajustes salariais. De igual modo, o relatório indicou que esses trabalhadores se manifestam disponíveis para abdicar de uma percentagem do vencimento ou de alguns direitos ou regalias sociais para manterem o seu posto de trabalho, sendo que o aumento da probabilidade de encerramento, os salários tendem a diminuir seis por cento.

De acordo com a opinião de Pedro Portugal, as empresas que praticam uma política salarial mais moderada são «tipicamente mais vulneráveis» e investem menos em capital humano. No entanto, as taxas de falência são  também bastante elevadas nas organizações que remuneram de forma muito generosa os seus trabalhadores.

A investigação baseou-se no Quadro de Pessoal do Ministério do Trabalho entre 1994 e 1996, que inclui todos os trabalhadores despedidos das empresas que declararam falência naquele período temporal. O universo de estudo revelou que cerca de 13 por cento dos empregados recebiam na época o salário mínimo.
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